Quarta do Sofá, Sexo, Amor & Crônicas

ÚNICA

Com você é diferente. Pode passar o tempo que for, meu coração sabe exatamente o endereço do teu. Reconhece na hora. É o instinto animal agindo, reconhecendo a fêmea destinada para mim, a progenitora das minhas crias. O problema é que somos humanos.

Subestimei meu sentimento. Fui te encontrar na esperança que pudéssemos apenas tomar um café, como velhos conhecidos, amigos a partir de agora. Doce ilusão. Minha pele assinou um contrato epidérmico com a tua e não há cláusula de barreira. Pelo contrário, desejei um muro imaginário entre nós para não te tocar. Nossos sexos são imãs, pele é metal. Por que tem de ser assim?

Minha vidinha tá tão numa boa, o que você tinha que aparecer? Porque eu estou aqui sentado na tua frente, suando de nervoso pela tua presença, pelo teu cheiro que me remete há 4 anos atrás? Por que eu tenho tantas dúvidas?

Ô vida engraçada, parece que nascemos dispostos a gostar de uma única pessoa ao longo da vida. Claro que isso não existe, a gente se apaixona e desapaixona até com certa facilidade. O fato é que em algum lugar do planeta, reside alguém que desembarcou nesse mundo com uma missão especial: mexer com você.

Você pode gostar verdadeiramente, definir essa pessoa como a ideal pelas qualidades que ela tem, pela intimidade adquirida, bom sexo, convivência sadia, relacionamento perfeito com a sua família e uma série de atributos que justifiquem a sua escolha. No entanto, existe alguém, que não é a melhor parceria, não tem muito a ver com você, talvez você nem queira estar com essa pessoa, mas poxa vida, que dom para te tirar do prumo, mudar o rumo, desviar o foco, balançar geral, fazer você questionar até o valor do bom senso, da razão. Fazer você questionar a si mesmo.

Fui embora do mesmo jeito que cheguei, tentando me recompôr. Não sei se fiz o certo e na verdade a gente nunca sabe. Ou atende a cabeça, ou o coração. A minha emoção é sensível, logo me entenderia. E tenho certeza que a vida me cobrará por isso. A minha razão, jamais vai me perdoar.

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