Sexo, Amor & Crônicas

SEXO

sexo
O Sexo é a troca mais intensa que pode existir. Entrega total das chaves do corpo. Abertura de portas e janelas da alma. Sexo é a materialização do êxtase, maior afago às paredes do ego, garantia do único instante de felicidade plena.
 
Sexo bom é aquele com raiva. É desafiar o parceiro a dançar no pecado, extrapolar os limites do decente. É a ausência completa de pudor. Sexo e força combinam. Puxões, agarrões, línguas sem rota e direção, mistura de suores e salivas ou violência consentida, são habeas corpus da dor, companheira constante do prazer.
 
Sexo com amor é delicioso, mas não precisa ser calmo. Aliás, toda a força do tesão está na intensidade do sentimento e a intimidade permite novas curvas na estrada do desejo. A mordida de amor sempre será perdoada, a transa nos vira do avesso e depois recomeça. A diferença é que o amor precisa do sexo para viver, mas o sexo se alimenta sozinho.
 
Sexo sem amor é montanha-russa de sensações, joguetes de sensualidade, conquista em nível máximo. É a Vernissage da arte da sedução. Sexo sem amor, porém jamais indolente. Desejo, vontade e carinho são peças fundamentais para a engrenagem corpórea funcionar. O respeito é relativo, é uma aposta conjunta. Caso você entre com ele, receberá de volta. Se deixar do lado de fora do quarto, arque com as conseqüências.
 
No sexo não existe certo, errado ou indevido. Não tem essa de moral, imoral ou amoral. Todo sexo é animal, intervalo da razão para o instinto agir. Sexo bom é quando viramos bichos atrás da presa, desesperados pelo gozo, submissos ao que nos fizer feliz naquela hora. E somente naquela hora.
 
No sexo, aprendemos a fechar os olhos para enxergar melhor, descobrimos a função do tato e percebemos que é possível sim dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço.

O verdadeiro sexo é aquele que começa ainda com roupa, apenas no olhar.

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