Sexo, Amor & Crônicas

SEXO NA ÁGUA

 

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Sexo na água é amor sensual, excita pelos cabelos molhados, pelo frescor da pele, no beijo úmido e quente da língua em brasa. Sexo na água aquece a nudez dos corpos, desliza no prazer do toque, limpeza automática da mente suja, à serviço do mútuo tesão. Fazer sexo na água é navegar numa viagem pela textura suave do tato. Na água, o sexo é fogo.

No chuveiro, a água que cai é apenas adereço. Motivo para a ausência das roupas. Permissão para prensar as costas dela na parede e cravar ali o desejo profundo, com os braços dela em volta do pescoço masculino, implorando para que ele não interrompa os seus movimentos. No beijo, a língua segue o mesmo sentido do membro e a nuca se joga pra trás, suplicando o toque dos lábios na região dos seios. Mamilos alegres saltam querendo brincar, se divertir com o momento, servindo como caminho para a água percorrer todo o corpo feminino. Melhor ainda se ela estiver de costas, com a água caindo na lombar, onde reside aquela tatuagem acima do cóccix. A visão do homem é privilegiada, a aderência é imediata e a estocada é letal. Os cabelos molhados se tornam alvo fácil para segurá-los e puxá-los com vigor e o movimento incessante provoca estampidos de água saltando entre os corpos, acelerando o tesão, esquentando a máxima sensação.

O sexo oral foi feito para a água. Seja uma felação (mulher no homem) ou um cunilíngua (homem na mulher), a higiene facilita o caminho dos mais restritos, propicia a liberdade da boca, independência da língua. A mulher pode saborear o pênis com calma, lamber da base à ponta, sugando com todo seu desejo, explorando as mãos até onde possa alcançá-las, engolir o sêmen e se deliciar com o gosto do seu homem. Na mulher, o clitóris recebe um beijo prolongado, acompanhado pelas carícias da língua, em movimentos circulares por todo o orifício. Uma chupada sem fim, sem limite de orgasmos, como se o prazer fosse resumido a isso, a esse momento.

Sexo na piscina ou no mar, é perversão da libido, desafio à natureza para satisfazer o instinto, atração voyeur para refletir o desejo. Frio na barriga e calor na alma. Sexo na imersão pressupõe esconder aquilo que não pode ser observado. Disfarçar com o rosto o que o abraço protege da superfície. Libertar a vontade exasperada e insolente, porém apenas para Saturno, ou para os sortudos azulejos. Sexo dentro d’água é provar o fogo sem se queimar, amar o mar no flutuar do amor. Não há receita para o sexo na água, mas cientistas ainda descobrirão que H2O também é a fórmula do amor.

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