Sexo, Amor & Crônicas

QUASE

Lembro quando nem ia te conhecer. Fomos apresentados por uma prima daquela minha amiga que eu não via fazia algum tempo. Eu tinha um aniversário para ir, mas nem era tão próximo assim daquele ex-colega dos tempos de ensino médio. Pensei então em aceitar o convite do destino. Quase me arrependi.

Quase nos beijamos naquela noite. Foi por pouco, os olhares desviaram, as conversas cruzaram e a vontade convergiu. Na despedida, nossa face se entendeu e as bocas pediram mais. Foi quase no momento certo.

Com o passar do tempo vieram os beijos, a paixão, mas algo não combinava.  Ela não era exatamente o que eu procurava. Gostava de ir em baladas e de um rock and roll para ouvir no carro. Eu nem dirigia. Ela preferia documentários e eu romance. Quando saíamos, ela não bebia. Mas a gente dava muita risada juntos. Era quase perfeito.

Teve uma vez que ela me ligou e eu quase atendi. Parece que sabia o motivo. Quando veio a mensagem, eu quase agradeci por sair de vez da vida dela. Não houve tempo para ser metade. Quase me prendo, quase me perco. Quase.

No momento em que eu mais precisei de intensidade, da totalidade dos gestos, de um mergulho ao invés de superfície, o máximo que tive foi um quase amor. Só queria que fosse cem por cento, copo meio cheio, coração transbordando. Não sei ser diferente, não consigo bater na trave, não há como viver na eternidade de quase morrer.

Eu quase acreditei que era de verdade. E com isso, quase deixei de te amar.

Quase.

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