Sexo, Amor & Crônicas

PASSIONAL

passional
Converso com a chuva e nada de eu ter as respostas. A previsão é de mau tempo no meu coração e lágrimas esparsas. Não posso, não quero e não devo. Por que continuo? Vai saber, sentimento é burro e não quer aprender as lições. Tenho todos os motivos para desistir e na primeira oportunidade pego o telefone e ligo pra ela. Nunca vou aprender.

Eu até queria ser diferente. Mas não tem jeito. Lembro dos caras populares do colégio e da faculdade. Viviam rodeado por mulheres. Eles mantinham uma postura de independência sentimental, uma arrogância natural que inexplicavelmente seduzia. Nada lhes atingia. As mulheres adoravam, por que será?

Acho que a burrice emocional é unissex.

O pior de tudo é que não agrado para satisfazê-la. Entrego flores, mando presentes e escrevo cartas de amor para ME fazer feliz. É como se fosse uma dependência psíquica, amor correspondido de uma via, apenas. Como se bastasse eu amar por dois.

Mais do que ilusão, acreditar nisso é deprimente.

É uma vergonha alheia de si mesmo. Sentir pena de si próprio é a pior das sensações. E pensar que foi uma embriaguez consciente, sabia de todos os riscos e acelerei. Só podia me arrebentar mesmo.

Por outro lado, admito que é bom ser assim. Sofro mais, porém vibro mais, me emociono mais. A passionalidade me permite ser exagerado nos meus sentimentos. Pro bem e pro mal. Ao mesmo tempo que choro aos berros porque ela me deixou, lembro de cada momento feliz ao lado dela e consigo ter a capacidade de sorrir, mesmo na dor.

Consigo me emocionar com o alvorecer, com uma ligação no meio da tarde, com um abraço no ambiente de trabalho. Viver assim tem seus riscos, mas vale a pena. Um dia meu coração ainda morre de “sincericídeo”, mas não sem antes declarar tudo que sente.

É uma consciência limpa do amor, tranquilidade da paixão, honestidade emocional.

Vou continuar fazendo tudo aquilo que quero e preciso. Seguindo minhas vontades e satisfazendo minha própria necessidade de te dar atenção. Se você não gosta, não quer e não valoriza, não me importo. Farei por mim. Minha frustração é não conseguir ser alguém que você deseje, mas aí não é mais problema meu. Eu sou feliz distribuindo cortejos e alegrias. E quanto a você? Consegue viver bem desprezando quem lhe quer?

Eu sei, a culpa não é sua. Mas a escolha é.

Deixe uma resposta