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O CAFAJESTE

cafajeste

O cafajeste tem a autoconfiança de um Gavião. Nem as cobras escapam dele. A voz dele parece uma música para os seus ouvidos. O cafajeste é hipnótico, sedutor ao extremo e apesar de levar você para todos os jogos possíveis e existentes de amor, ele não esconde que o seu objetivo é se dar bem. De alguma forma, sem saber por quê e com muita revolta, isso te atrai.

O cafajeste sempre tem barba. E se ele não tem, há uma razão especial para isso. Certamente ele sabe que a sua próxima presa é alérgica aos pelos faciais masculinos, ou prefere um rosto suave para acariciar. O cafajeste tem um plano traçado em mente para obter êxito na sua conquista. Ele é calculista e, diferente do canalha – que tem como característica a sociopatia e por vezes até uma ingenuidade nas relações – o cafajeste é psicopata mesmo e premedita cada ação em torno do seu bel-prazer.

O cafajeste não se preocupa com a sua reputação. Está escrito na testa dele: “Estou aqui para saciar minha vontade. Pode até ser que você goste, mas o objetivo é me satisfazer”. Ele não tem nenhum carinho por suas vítimas, apesar de demonstrar uma afeição que engana direitinho. O cafajeste tem o toque virtual, o beijo técnico e o olhar falso. Tudo que ele veste é figurino e suas falas são decoradas. O cafajeste é o intérprete da sedução, correspondente da falsidade, ator shakeasperiano da divina tristeza. Não há alegrias com o cafajeste. Desista, vá procurar um canalha. Ele sim, lhe fará feliz.

O cafajeste é a pior espécie animal: Racional e mentiroso. O que sobra de talento lhe falta de escrúpulos. Ao mesmo tempo, é tão transparente que repugna. O cafajeste não embriaga. Ele é a própria ressaca. Depois de estar com um sujeito desses sem nenhum predicado, o que sobra é uma dor de cabeça na consciência. Enjoo no coração. Alergia de sexo. Só de pensar em tirar a roupa para outro homem, você quer se cobrir de vergonha. O chuveiro vira o melhor amigo depois de um cafajeste. Só ele para lavar a alma perdida, entregue ao capeta. Os dias que antecedem um encontro com um cafajeste são de extremo desespero afetivo. Os que sucedem são de puro desatino pela solidão.

Amar um cafajeste é perdição total, mas totalmente perecível. O cafajeste não permite que você nutra qualquer sentimento e faz questão que você o odeie em poucos dias. As atitudes de um ser desprezível como ele, fazem você esquecê-lo com uma facilidade incomparável. A paixão por um cafajeste é meteórica.

O cafajeste é imperdoável, sem caráter, um verdadeiro assassino da inocência. O mais incrível é que ele consegue ser encantador com quem não o reconhece. Ele está à solta, disfarçado, mas nem tanto. O cafajeste faz questão de se apresentar, de mostrar a que veio. Cabe a você embarcar nessa viagem sem volta. O cafajeste é a pura ilusão da felicidade.

5 comentários no “O CAFAJESTE

  1. Eu cai de cabesa nun desse. Nunca sofri tato na minha vida. mi distruio literalmente. Distruio minha vida. E mi fez megular de cabesa no verdadeiro inferno. Sofri 1000 desiluzoes em uma so. Foi como detergente concentrado so bastou um so e distruio tudo que emcontrou na frente.

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