Sexo, Amor & Crônicas

INSTINTO

 
instinto
Somos bichos, animais, feras soltas quando o assunto é sexo. O tesão tira a sanidade, enlouquece a razão. Para saciar a sede de prazer, somos capazes de tudo. Tudo. O sexo nos devolve ao grunhido e, por ele, somos primitivos por natureza.
 
Homens devem ter pelos e barba. Mulheres esqueçam a tal da “Brazillian Wax”. Higiene sim, pudores não. O prazer no sexo está na naturalidade dos corpos, onde o desejo é o limite. Sem suor, não há tesão. O cheiro de sexo é afrodisíaco e a saliva alivia a sede da paixão. Não há prazer maior do que beber o gosto do outro.
 
Pele, pelos, toque, tato. Respiração e inspiração. Beijos e bocas, línguas soltas. Mordidas, puxões, gritos e arranhões. O sexo é a liberdade do instinto. Instinto é o berro do corpo. Corpo que tem vontade própria e que manda no desejo. No sexo, somos presa e predador. Somente os sentidos raciocinam.
Não importa a origem ou para onde vamos. Independe a profissão, status quo, ou escolaridade. Todos somos da mesma raça de animais no cio. Comandados pelo instinto, submetidos aos caprichos do próprio corpo. Todos exalamos cheiros e esperanças. Todos nós sentimos dor e amor.

A lágrima não escolhe rosto para cair e ainda possui o mesmo sabor amargo. Somos todos carentes por alguém que nos complete, mesmo que por alguns instantes. Nosso instinto tem a necessidade por ser feliz.

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