Sexo, Amor & Crônicas

IDIOTA


Status: morrendo de raiva de mim mesma. Como fui tão burra? Eu te amava sabia?! Agora estou aqui, voltando pra minha casa, pro meu mundo, tentando entender como pude acreditar em você, na nossa história. Como pude fazer todas as tuas vontades?! QUE RAIVA!

 
Poxa, cara, eu me entreguei de verdade e muito além do corpo. Doei de bandeja a minha alma, minhas manias e meus segredos, ou seja tudo o que realmente importa. Fui sua. Sua, idiota! Fui sua idiota.
 
Eu cheguei a alertar para o risco que você corria ao me perder. Ainda tive a compaixão de te avisar, pois sabia que, no fundo, você sempre precisaria de mim. Um cara frágil, covarde, que sempre dependeu da mãe pra tudo, dos amigos para se sentir forte, do espelho para se autoafirmar. E eu, burra, tentei resgatá-lo, abrir o mundo, ensinar que a vida é muito maior que o teu quarto. Burra, burra, burra.
 
Mas é assim, a gente se apaixona por caras errados também. Insiste, porque não consegue se enxergar longe. E eu não sei ser diferente. Não sei me entregar pela metade. Cometo meus erros, mas só assim me sinto honesta comigo mesma.
 
Eu me encantei por esse jeito moleque, aquela vibe gostosa, uma certa liberdade de viver, de saborear as horas de uma forma intensa. Uma delícia indigesta. Mas o descompromisso cobra caro quando você cresce. E uma hora a gente precisa crescer. Mesmo que seja sozinha.
 
Não tem como dar certo quando você planeja por dois, ama por dois. Minha preocupação sempre foi plural e o teu egoísmo, singular. Te liga, cara, você não vai a lugar nenhum desse jeito. Aprende que a vida é muito mais do que quebrar corações por aí. Sei que não fui a primeira e nem a última a tropeçar no teu sorriso, mas uma hora você vai querer tudo aquilo que um dia ignorou.
 
E se quer mesmo saber, o único idiota aqui é você.

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