Amor

E se…

E se…

E se você me deixasse te amar? 

Se você permitisse que eu te fizesse feliz?

Se você se permitisse…

Não se produz um sentimento. É impossível direcionar nossos pensamentos e atitudes para uma pessoa qualquer porque assim desejamos. Porque ela é a pessoa mais indicada, o sonho dos nossos pais, alguém que seus amigos gostam, que irá gerar uma admiração de todos próximos à você. 

Seria tão fácil se fosse assim.

O amor não tem endereço, biotipo físico ou gosto musical. Ele surge aos poucos, normalmente após uma arrebatadora paixão, ou logo em seguida de uma clara identificação de almas. Amigos, colegas de trabalho, pessoas que  já se conhecem e de repente descobrem uma atração física fazendo companhia ao carinho sempre presente. Nessa mistura, coloque um jantar com vinho, uma música e pronto. Um beijo que confunde, um olhar de certeza que na verdade questiona: 

“O que faremos agora?

Às vezes é necessário abrir a porta para o amor entrar. Amar também é uma escolha. É preciso escolher dar o próximo passo. Sem atitude, o amor permanece no peito. Não aflora. Não vira uma relação, não soma. Não ama.

E se você fizesse aquilo que tem vontade? Se beijasse minha boca até seus lábios cansarem?

Se dissesse tudo que seu peito grita?

Se você ficasse aqui esta noite…

Do que você tem medo? Do novo, do todo, do mundo? 

Já vejo a gente programando nossas próximas férias juntos, as séries que vamos maratonar, os planos para os domingos do resto de nossas vidas. Ou então ficar no sofá vendo a vida passar, a chuva cair e sem esperar nada além do que já temos: a presença um do outro.

Não é difícil escolher quando a vida praticamente toma a decisão por você. Te faz enxergar o caminho piscando em neon. Tá na cara, bem clara. Basta seguir a luz.

E se eu despertar desse sonho, será que teria coragem de dizer tudo isso pra você?

E se…