Sexo, Amor & Crônicas

DÚVIDAS

 

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O que nós temos, afinal? Estamos saindo há algumas semanas, sei que você está curtindo também, mas aí me vem na cabeça aquela velha frase de sitcoms americanos: “Where is this relationship going?” O problema é eu não gostar da resposta.

Nunca me importei com convenções, algemas anelares, opinião alheia sobre o que eu devo ou não fazer. Me importa apenas aquilo que eu quero e a minha vontade é estar ao lado dele. Eu sei que ele está me fazendo bem, que a gente tem uma relação gostosa, que dá risadas juntos, se diverte, excelente sexo, conversas inteligentes, mas e agora?

Agora eu fico esperando que ele dê o próximo passo e tento controlar minhas expectativas, mesmo que elas tenham vida própria e esse descontrole não combine nem um pouco comigo. Mas como não imaginar, o cara é lindo, interessante, sexy ao extremo, carinhoso na medida, sem ser grudento e me olha com aquele jeito encantador, de que um dia pode se apaixonar. Tá e eu, como fico? Já estou completamente envolvida e cada pulsação mais forte no meu peito, agora vem acompanhada do medo de me machucar.

Não quero casar com ele, pelo menos ainda não. Nem sei se eu me preocupo com uma declaração via facebook, para calar a boca de todas aquelas periguetes, mas poxa, queria poder dividir com minhas amigas que ele é meu, que eu o domino além da cama. O fato dele não me pertencer, me perturba, me confunde. Pular fora ou arriscar? Não costumo conviver com o risco, pois nunca me preocupei com sentimentalidades. Olá, vulnerabilidade, não é um prazer lhe conhecer.

Vamos sair de novo hoje à noite e aí eu fico o domingo todo esperando uma ligação de “Boa semana”, ou então um novo convite. Essa agonia por atenção me desmonta e seria muito fácil acabar com tudo, não fosse a sensação que ele me proporciona. A campainha tocou, ele está aqui na frente, depois eu volto para o meu quarto de dúvidas. Na verdade, eu só crio expectativas quando não estamos juntos. Quando estamos juntos, ele me despreocupa. Vou ali ser feliz e já volto.

Um comentário no “DÚVIDAS

  1. o meu nome é r e estou aqui a escrever porque me sinto um pouco confusa. A minha melhor amiga falou me de um rapaz que me acha gira, mas não o conheço, mas ela fala me dele e ele é tudo o que eu sempre sonhei e começo a sentir algum por ele. será que isto é possível, o que faço? podem me ajudar por favor!

  2. Incrível como situações que nos levam a ficar dias no quarto chorando e que pensamos "isso só acontece comigo" na verdade está presente na vida de tantas pessoas. Hoje eu também me encontro nesse situação, exatamente nela. A pergunta 'O que nós temos, afinal?!' sempre martela na cabeça em momentos de solidão e a questão da decisão se torna cada vez mais certa. As expectativas e dúvidas são só quando não estamos juntos. No próximo encontro sempre tomo essa decisão e vou convicta a falar tudo, mas quando estamos juntos parece que nada mais importa a não ser aquele momento. Esse texto, no momento, é a minha realidade, mas a tua resposta para a pessoa acima é o que eu devo fazer. O que certamente nos bloqueia é o medo da resposta do outro "e se ele então não quiser mais? se eu ficar sozinha? como fica?", pergunta inútil, não perdemos aquilo que não temos, não é mesmo? E sozinha eu já estou. A acomodação realmente incomoda. A coragem há de chegar, independente do que se espera de uma resposta. Assim que tentar driblar a presença dele e me dar liberdade de expressar, botarei 'na prática' tudo que penso e tudo que já passou dos limites. Afinal, 4 meses, não são algumas semanas… Desculpa o desabafo. Parabéns, ótimo texto!

  3. Incrível como situações que nos levam a ficar dias no quarto chorando e que pensamos "isso só acontece comigo" na verdade está presente na vida de tantas pessoas. Hoje eu também me encontro nesse situação, exatamente nela. A pergunta 'O que nós temos, afinal?!' sempre martela na cabeça em momentos de solidão e a questão da decisão se torna cada vez mais certa. As expectativas e dúvidas são só quando não estamos juntos. No próximo encontro sempre tomo essa decisão e vou convicta a falar tudo, mas quando estamos juntos parece que nada mais importa a não ser aquele momento. Esse texto, no momento, é a minha realidade, mas a tua resposta para a pessoa acima é o que eu devo fazer. O que certamente nos bloqueia é o medo da resposta do outro "e se ele então não quiser mais? como fica?". A coragem há de chegar, independente do que se espera de uma resposta. Assim que tentar driblar a presença dele e me dar liberdade de expressar, botarei 'na prática' tudo que penso e tudo que já passou dos limites. Afinal 4 meses, não são algumas semanas…
    Desculpa o desabafo. Parabéns, ótimo texto!

  4. Você tem que mostrar o que sente, deixar claro o quanto quer ficar com ele. Enquanto isso vai levando como pode. Se chegar um momento em que você não suporta, não hesite em tomar uma decisão, pois se ele quiser ficar com você, será do seu jeito também e ainda vai admirá-la pela personalidade. Se ele fugir, não gostava tanto assim, não é mesmo? Beijos

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