Amor

ACHO QUE ME APAIXONEI

É quase incompreensível o efeito que o teu sorriso provoca. Fico tentando decifrar o ardor do meu peito – quase cócegas no coração – toda vez que teus lábios se abrem e teus olhos apertam. Que rica combinação facial. Um molde perfeito para a minha alegria.

Tão linda com teu jeito séria fechando as contas do mês, ou simplesmente falando no telefone pra resolver um problema no telemarketing. Sempre consegue. Tua irritante mania de ter sempre razão.

Tão eu. Amor meu. Sou teu.

Tua maneira de acordar bonita pra vida, de curar as feridas. Personalidade que encanta, altiva, que evita cigarro mas não dispensa uma boa bebida, desde que não seja muito ardida. Letras de uma carta com palavras nem sempre ditas. Porém necessárias para expressar o que penso, o que sinto, o que meu corpo palpita.

No dia-a-dia te descubro, acato minha mente que só projeta você. Tropeço na minha infante fantasia de querer ser o motivo da tua alegria. Talvez um dia eu consiga. Talvez a vida me conceda essa ilusão. De suplicar uma paixão tocante, na minha alma errante, uma corda-bamba de sensações na nossa circense vida amorosa.

Você dorme ao meu lado nesse momento. Sua respiração já aparenta preocupação. Vou te acordar com um café, um beijo de bom dia e uma boa notícia.

Faz tempo isso, mas acho que eu me apaixonei.