Sexo, Amor & Crônicas

ABRAÇO

Abraço é o desabafo do corpo, tentativa de preencher o vão dos braços e do peito. Choro em forma de tato, riso do toque, sinceridade do alívio. O abraço é quase um orgasmo emocional. Não é nem subjetivo, é científico. Bendita oxitocina, hormônio do bem estar. Mas apesar disso, o abraço é pouco lógico, é instintivo. Atende aos pedidos da alma. 

 
Abraço conforta, alivia, acalma. Pode ser para amenizar a angústia, para expulsar o choro, para demonstrar afeto. Abraço rompe a distância psicológica e natural entre seres humanos, animais racionais demais. Abraço não se pede, se entrega. Ato de um puro altruísmo egoísta. Quem doa um abraço sabe que o emissor será o mais recompensado.
 
Abraço de amor ou de dor, manifestação essencial para a base emocional de qualquer pessoa. Um familiar, um amigo ou companheiro. Sem abraço não existe o resto. Abraços urgentes, porém sem pressa. Braços que envolvem e tocam as costas, rostos colados, respiração profunda. Segundos que elevam o espírito, libertam os sentidos em busca de nada além do que aquele momento. O abraço é uma pausa do tempo.
 
Abraço cura, resolve os problemas de quem não pode chorar. Prende o grito para relaxar o tórax. Grito que talvez nunca saia por causa do abraço. Abraço de alegria contém sorrisos escondidos, vistos até de olhos fechados. Abraço revela segredos ao pé do ouvido, força e fraqueza no mesmo instante. Mistura de braços e sensações. Individual ou coletivo, o abraço é sinceridade. Virtual ou presencial, é sempre real.
 
Abraço é infinito, nunca se apaga o que o um abraço provoca. Mata a saudade e qualquer barreira sentimental. Destrói desconfortos, rompe o silêncio com o som da paz.
 
Aos amigos, aos que amo e a todos que precisam, um abraço.

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